Vede, vede vós a minha ilha. Desamada pelas gentes, coroada pelos muitos e diversos locus amoenus, que nas alturas guarda. Subi-a, como aos seios de uma mulher se chega, arfantes e entontecidos de beleza. Rendei-vos. É mesmo assim, ela. Mística. Obrigada, Tio, por partilhá-la. No vídeo, o planalto do Paúl da Serra, repasto das minhas memórias. E há mais de onde este veio.
Passámos a grande Ilha da Madeira,
Que do muito arvoredo assi se chama;
Das que nós povoámos a primeira,
Mais célebre por nome que por fama.
Mas, nem por ser do mundo a derradeira,
Se lhe aventajam quantas Vénus ama;
Antes, sendo esta sua, se esquecera
De Cipro, Gnido, Pafos e Citera.
Lusíadas, Canto V
1 comentário(s):
muito bonito, mesmo.
(mas depois o crepúsculo é que é uma obra linda -.-)
tenho imensa pena de não ser mais regionalista. apesar de também ter muita pena de não haver mais de que gostar.
prazer :)
Até logo
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